
É impossível ver este filme e ficar-lhe indiferente, isto porque Amélie Poulain (Audrey Tautou) é provavelmente a personagem mais caricata ao mesmo tempo que adorável que temos visto ultimamente no cinema.
Filha de um bizarro casal francês, tem uma educação peculiar que a torna numa jovem inibida e anti-social. Por essa razão, Amélie encontra diversos entraves no caminho para encontrar a felicidade, pelo que começa a distrair-se da sua vida, interessando-se em melhorar a dos outros. Até que acaba por aperceber-se que o amor pode não aguardar à soleira da sua porta perpetuamente.
Enquanto seguimos divertidamente a vida da doce mademoiselle Poulin, vamos encontrando outras personagens igualmente interessantes e fora do vulgar, como a hipocondríaca Georgette, o extremamente minucioso Lucien e a lamurienta Madeleine.
Em boa verdade, todo filme é recheado de personagens hilariantes (penso até que não há uma única dita “normal”), e de igual forma o modo como Jean Pierre Jeunet construiu o fabuloso mundo de Amélie, é singular e verdadeiramente inspirador. Combinando-o com uma belíssima banda sonora. A história comove ao mesmo tempo que consegue alegrar até o espectador mais sisudo.
São cerca de 129 minutos de descoberta e de pura magia que o vão deixar maravilhados pela inocência de uma jovem parisiense cujos pueris prazeres se resumem a estalar o leite-creme com a colher, mergulhar a mão em sacos de grão e fazer saltar pedrinhas no rio.
http://www.youtube.com/watch?v=aip3836VtZ0 (Video)

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